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| Linha Fluorescente |
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As lâmpadas fluorescentes comuns podem ser ligadas diretamente à rede elétrica ? Caso não, quais os equipamentos auxiliares necessários?
Resp.: Não. Elas devem operar em conjunto com reatores que tem como função proporcionar as condições ideais de funcionamento das lâmpadas (corrente, tensão). No caso das fluorescentes comuns (T8, T10 e T12), elas são consideradas universais, ou seja, funcionam em reatores eletromagnéticos partida convencional com starter, partida rápida ou reatores eletrônicos.
O número de acendimentos em uma fluorescente reduz sua vida útil ? Preciso sair e retornarei daqui à 1 hora, será que vale a pena desligar a luz?
Resp.: Sim. A vida útil indicada pelo fabricante (100%) é obtida realizando-se um ciclo de chaveamento, onde liga-se e desliga-se a lâmpada baseado na norma IEC :
165 minutos ON (ligada)
15 minutos OFF (desligada)
No caso de um dia de 24h, observa-se que este ciclo pode se repetir 8 vezes. No caso da ausência temporária, recomenda-se que o sistema fluorescente não seja desligado caso este período seja inferior a 15 minutos.
Posso utilizar a lâmpada fluorescente numa câmara frigorífica ?
Resp.: Neste tipo de ambiente, a temperatura fica entre -10 e 5oC. Neste tipo de aplicação, ocorrem probelmas com o nível de iluminação obtido. O fluxo luminoso emitido pela lâmpada neste tipo de aplicação cairá 80%, pois a lâmpada fluorescente comum proporciona a maior quantidade de luz à uma temperatura de 25oC.
Pelo fato da lâmpada fluorescente ser uma lâmpada fria, não há problemas de temperatura. Isto é verdade ?
Resp.: Comparado com as lâmpadas incandescentes e halógenas, as lâmpadas fluorescentes emitem muito menos calor. Muitas vezes são chamadas de lâmpadas frias devido à esta comparação térmica com as incandescentes e também relacionada à tonalidade da luz. Isto não significa que não emita calor. Uma parte da energia consumida pela lâmpada também é convertida em calor e para iluminação de objetos sensíveis deve-se tomar o devido cuidado no projeto térmico.
É possível "dimmerizar" as lâmpadas fluorescentes ?
Resp.: Sim. Neste caso os "dimmers" para lâmpadas incandescentes e halógenas não são os indicados. Para este tipo de operação são necessários "dimmers" específicos e reatores eletrônicos "dimmerizáveis" que possuem uma entrada de controle específica para variar a luminosidade do sistema. Este tipo de entrada trabalho com uma interface de 1..10V.
A propósito, é vantagem deixar uma fluorescente acesa o tempo todo, ou quando sairmos do ambiente temos que apagá-la ?
Resp.: Como vimos acima, a fluorescente, sendo uma lâmpada de descarga, tem sua vida média dimensionada para oito acendimento diários e, a cada acendimento a mais, terá sua vida diminuída e, contrário senso, a cada acendimento a menos, aumentará sua vida útil proporcionalmente. Assim, recomenda-se que quando sairmos do ambiente por tempo superior a 15 minutos devemos apagar a luz e, quando não ultrapassar esse tempo, é mais econômico deixá-la ligada.
Quando compro uma lâmpada fluorescente, que tem vida média útil de 7.500 horas. Caso queime com 5.000 horas, posso pedir que seja trocada por uma nova, por ter durado menos que o indicado?
Resp.: Neste caso não há o direito de troca, pois o conceito de vida média pressupõe que o produto durará em média 7.500 horas, podendo algumas lâmpadas queimarem com 5.000 horas de uso e outras com 11.000 horas e ainda outras com 7.000 horas, ou seja, na média durará por volta de 7.500 horas.
Fluorescentes fazem mal a visão?
Resp.: Até um tempo atrás, as fluorescentes utilizavam em seu funcionamento reatores eletromagnéticos, que como vimos no capítulo específico, trabalham em 60 ciclos – hertz, provocando o efeito estroboscópico(1) e de cintilação(2) da luz. Esses efeitos são realmente prejudiciais a visão, pois causam cansaço visual, pela intermitência da luz, que pode não ser visível aos nossos olhos, mas são captados por nosso cérebro, o que vem causar esse desconforto.
Modernamente, funcionando com reatores eletrônicos de alta freqüência, na faixa de 35.000 ciclos, esse efeito é eliminado. Desta forma, afirma-se que lâmpadas fluorescentes, quando operam com reator eletrônico, não fazem mal à visão.
(1) - não se percebe alguns movimentos pelo fato da lâmpada piscar na mesma freqüência do movimento de determinado objeto.
(2) - variação do fluxo luminoso - stress visual.
O mercúrio das fluorescentes faz mal a saúde?
Resp.: O mercúrio é um metal pesado e como tal prejudicial ao meio ambiente, porém no caso da saúde, há muitos aspectos a considerar e também muitas lendas sobre o assunto.
Durante o racionamento de energia no ano de 2001, apareceram muitos entendidos em lâmpadas que, em horário nobre, diziam alguns absurdos com autoridade. Certa feita, disse um “professor” que uma pessoa quebrando uma lâmpada fluorescente tubular numa bancada, na altura de sua barriga, o mercúrio penetraria em seu organismo, causando-lhe malefícios.
A verdade é que em primeiro lugar o mercúrio, sendo um metal pesado muito denso, não consegue penetrar no organismo pela pele, mas sim por uma única forma que é pelas vias aéreas e, claro, na forma de vapor. Acontece, que o mercúrio só se vaporiza em temperaturas altas e, mesmo assim, sendo pesado, tem a tendência de cair. Tecnicamente, afirma-se que para uma pessoa ser contaminada minimamente por mercúrio, na situação citada, ou seja, quebrando lâmpadas numa bancada – o que na prática nem acontece, teria que ficar anos e anos fazendo apenas esse trabalho com altas temperaturas no local.
No caso de contaminação do meio ambiente, há a preocupação, tanto que hoje existem empresas recicladoras de lâmpadas de descarga, que vivem em função desse trabalho. Recolhem as lâmpadas, reciclam os materiais, especialmente o mercúrio, que vendem novamente para os fabricantes. Esse processo de reciclagem cria novos empregos pela formação de novas empresas. Essas empresas são controladas, licenciadas e fiscalizadas pelo Ibama.
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